quarta-feira, 8 de maio de 2013

Porão da alma




Sua poesia vem da alma 
    Pois 
Não destes seus olhos raivosos 

Poesia vem da alma 
        Se 
Não destes seus olhos de fúria

Vem da alma 
            Não 
Não destes seus olhos de temor

Da alma 
                Vem 
Não destes seus olhos de amargura

Alma 
                    Da 
Não destes seus olhos de terror 

Alma 
                        Alma 
Não destes seus olhos destes seus olhos  



imagem: Where Children Sleep presents English-born photographer James Mollison's

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Para todos eles...
















Mas eu insisto... Já não sou o seu sinistro 
 mais um pedaço de carne devorada 
nos seus dentes maléficos 


pois sou o que você sempre quis 
 uma escada 
estaca pronfunda 
 rasgando a pele da verdade 
sangue que escorre 
meu sangue que vaza 


sou a ferida da carne podre 
o resto do tutano que vocês sugam 
e insistem em me culpar 

sou a culpa, sou a imagem 
 a verdade por trás das suas mentiras 


não sou a realidade 
 e sim a perversa verdade escondida nos seus traumas 


o alimento do abutre 
 a ponta do penhasco 
   o cuspe na cara 
a primeira lágrima que escorre no rosto
 sou em sua perversidade 
o grito do desespero
último pulsar do coração sem vida 

mãos cruéis que se apoiam 
 para se levantar 
me deixem, 


eu fui o primeiro raio de sol do abrir dos seus olhos 
 mas luz já não sou mais 
em mim 


Sou Sebastião, 
mas em mim não há flechas 
 feridas de arpão 
sou cicatriz das suas fracas intensões 
 consciência 
de gente nada nobre 

e chapéus
     e troféus
abaixe esta mão 
sou simples e diretamente 
 a pureza que disfarça 
 arrogância do seu olhar 


fétidas palavras
escusos desejos de vingar 
 vingar-se de si mesmo?

sou o valor da imagem do meu espelho
 não espelho frustrações 
vou sendo escada 
degraus cimentados de amargura 
e felicidade 
 sou o berro das suas falhas à meia-noite 
o brilho do seu sorriso ao meio-dia 
 sem querer ser 
pois sou de mim 
 de mim mesmo 
não do outro 


não há um grão de amor em vão 
 nem há paixão que seja 
e sendo seu 
 já que não sou deus 
esqueça 

e por seu deus [se é que há 
 não seja assim 
se é que há alguém em ti 

imagem: http://epifanico.blogspot.com.br/2012/05/blog-post.html

terça-feira, 30 de abril de 2013

Coração de menino


 
No mar sem fim 


   me lançar nas ondas dos seus braços 



   continuar e me perder no infinito 



   na maresia dos seus olhos



   e viajando pelo nosso litoral 



   vou me 



   sim sou



   com tanto calor  



   ressaca de você




   Veio do mar 



   do mar solitário 



   a concha branca 



   portando 



   seu som 


    
   a concha mensageira 
   
   
da fuga
  
  
 do seu  


 
  suspiro 



FINAL


imagem: http://almirgadelha.blogspot.com.br/2011/11/ressaca-do-mar-por-almir-gadelha.html

sábado, 13 de abril de 2013

Adultismo...

Crescemos, viramos gente, ficamos grande, viramos gente grande e adultos.
Lembramos das nossas obrigações, mas esquecemos do que somos feitos.
Crescemos e esquecemos.
A vida perde a graça, porém ganha metas.
O amor vira casamento, compromisso!
A vida perde a pureza.
Descobrimos que ser adulto não tem graça nenhuma, e que a dor será nossa amiga.
Sofremos, e calados andamos, esperando o fim.
Continuamos pois não somos covardes, e se somos de uma ponte qualquer nos jogamos.
A vida é chata, viver dói.
E nem nos damos conta de que somos de vanguarda, pois vivemos de surrealismos.
Ser adulto é seguir um dogma estúpido, que a luz da nossa estupidez se constrói.
O adultismo.
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

O Edifício Cinza


 Amigos que aparecem por aqui, não deixem de visitar o Edifício Cinza. O blog conta as história de sete moradores deste prédio. 

"As paredes maciças de um prédio separam um apartamento do outro, garantindo a individualidade e a privacidade de cada um. Separam, também, as histórias, as experiências e a vivença de seus moradores [...] 
O Edifício Cinza é uma antologia de contos que mostra que, à porta ao lado, sempre pode haver uma história que se assemelha à sua." 

E claro não esqueçam de visitar o apartamento 101 :)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Plic Plic Plic - Ex

Poema ex Poesia 

Contemporâneo...
...de vanguarda
- só pode ser modernista
Com um que de tropicalista, mais que concretista
- quem seja naturalista;
Todos enxergam expressionista,
com a caneta embaçada só cubista,
mas não me venha ser fascista!
Expressa? Som? Expressa, barulho,
condição pra gritar emoção.
È sonora e não é música
pororoca e pururuca,
e muita cultura,
minha alma é etrusca
mas sem tanta frescura,
porém mais escura,
quando desnuda.
È ruído e sensa são:
vira compul são:
marginal é
de tanta preocupa são:
tem co-relação?
È feio mas é nosso
sim, eu tudo posso.
algo que rime com nosso?
talvez, seja vosso!
È barroco
mas dizem que tosco,
originalmente plágiado,
pros deuses dado,
do homem tomado,
È briga ou motim
E sempre tem um fim...
que fim?
só diz que sim,
sim!
então é o fim
fim...

sábado, 29 de setembro de 2012

Café!

Hoje pela manhã fui fazer café.
Eu derramei café na blusa toda.
E derramou também inspiração:




sábado, 22 de setembro de 2012