terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Descansa
Eu queria dominar a arte de abrir meu coração. Lançar-me sem medo do que virá. Você não sabe o medo que dá. Atrás dessa cara de velho turrão que nada teme, há uma criança que chora, e sim, ô se teme, o que virá.
Assim caminho sem direção, rumo ao sorriso. Deixa-me ser feliz com a luz do sorriso, nem que seja por algumas horas de confissões perdidas na madruga.
Eu demorei a amar, e a me deixar pela luz de uma simplicidade que pra você é defeito.
Sabe, eu quero esse defeito pra mim, ou assim, em mim! Descansa, foi carga demais, eu entendo, e eu sei que você, sorriso mais lindo, agora entende.
Descansa.
O sono dos justos, que aqui, de baixo eu sonho com seu sorriso. Deixa-me sonhar, não te peço mais. Obrigado, por iluminar meus sonhos, por ser assim... essa marca profunda, tão profunda quanto seus olhos, eu não vou esquecer.
Obrigado, obrigado.
Descanse.
domingo, 17 de setembro de 2017
Anillo
Yo no sé si usted lo va a leer, creo que ya me has bloqueado.
Pero, bueno, no tengo una razón para escribir, pero quisiera escribir algo para, no lo sé, tal vez limpiar esa angustia que siento. Aunque que lo sé que es inútil.
Otra vez me voy sin saber a donde.
Es increíble como el destino me ha dejado siempre en el mismo camino. Es triste que otra vez estoy acá escribiendo porque no soporto no decir lo que siento; vea que yo pensaba ser poseedor de la receta para controlarlo. la verdad es: no la tengo.
Hoy fue a caminar, y en el camino dejé su anillo en un rincón oscuro bajo un árbol cualquiera, no era el único que tenía, pero el camino y el peso de los dos eran demasiados para una persona como yo, acostumbrado mucho más con las despedidas que con las largas historias de amor.
Fue caminando y pensando, lo intento, o no.
Por un lado me lo decía la razón "no estás cansado de chantaje emocional? De que te digan que no te quieren más, que usted sea tonto y espere algo que diós sabe cuando llegará? Otra vez vas a actuar como sí nada mas importara que la otra persona, usted implorando para que te acepten, que te amen, que seas algo que usted no merece, y que ya te dijeron; otra vez vas a estar ahí en las manos de alguien que no te quiere? Otra vez?
Por otro lado, como dejar el sentimiento que tengo callarse, porque otra vez salir de allí con lágrima y dolor, otra vez? Por qué no lo intentas otra vez más, amarlo es bonito, él te gusta, se te envió mensaje es porque sí, no es chantaje, no es broma, puede ser de verdad. Mira la sonrisa que hizo cuando llegaste?
No lo ves, deja hablar tú corazón otra vez, inténtalo, vaya!
Pero, entonces, me dijo. Acuerdas las veces que has intentado? El dolor? Las lágrimas? Fue solo tu. No ves que otra vez es trampa? Mira la sonrisa que haces después de todo que te dijó, acuerdas de cuándo ud le estaba invitando para vivir junto lo que hizo? Te hizo chantajes con alguien que ud había salido, "en la cama que yo lloré, que le dije mis problemas", chantaje no lo dejes hacer, hoy lo vas a hacer caritas, mañana "que ya no siente más" y entonces en una "borrachera" "le pide paciencia".
Ya sabemos que pasó. Salí.
Pero en realidad, foi miedo.
"Ud no quiere lo mismo que yo"... Cómo así? Porque este chico me está diciendo eso? Obvio quiere bromear conmigo. Mira como soy, feo, gordo, mira esta porquería de cuerpo que tengo, mira las cicatrices que llevo, quisiera yo fuera solo afuera las cicatrices de mi vida están por toda parte; mira esa cara fea que tengo, con tanta marca, mira esa nariz, eses dientes que no me dejan ni sonreír, bueno, yo no tengo razones para estar sonriendo, así que no importa, lo feo que estan solo me va a aburrir aún más, igual cuando estoy en el baño mirando al espejo. No tengo nada, nada, ni siquiera español hablo bien, cuántas veces he dicho algo que ud no entiende.
Mira ahí en la cama, mira el chico que está ahí, mira como es lindo, mira sus ojos, lo dudo que ya has visto ojos tan lindos, mira la boca como es perfecta, hasta las cejas son perfectas, mira como queda roja solo una pequeña porción de la orilla derecha, mira su cuerpo, tan blanco y lindo, te acuerdas del "manjar dos deuses" verdad? Mira como es alto, como es grande, como es fuerte, mira la verga rica que tiene, escucha su gemido de placer, se te para solo con mirarlo, no?
Vea estás en la cama y creo que quieres algo, disfrútalo, mamelo, chupalo todo el cuerpo, todo, cuello, orilla, pecho todo, pruébalo, todas las partes, hágalo muchas veces... Por que eso no es para ti. No es para siempre.
Nosotros sabemos que para ti es one night only, y a lo bien, ya es suficiente. Por que ni eso se lo merece, acuérdate? Le dijeron algunas veces, y sabes que, tenían razón.
Verdad, siempre es así...
"8/8/2017 quieres ser mi novio"
"8/9/2017 prefiero que pienses que conmigo no hay esperanza alguna de una relación"
Porqué? Otra vez? La cagué otra vez? Yo creía que sería diferente? Porque eso otra vez? Otra vez tengo que botar un sentimiento a la basura? Porqué?
Otra vez te tengo que explicar que no es para ti, seas realista, y eso de que "sentía, pero ya no siento más?" Otra vez vas a creer en eso?
Vaya... Más bien, cambie, huir es solo otro paso, igual a todos los pasos que has dado.
No quiero, mira la sonrisa de él, mira como se para, mira como ya no hay más oscuridad, mira, por favor, mira como es lindo.
Necesitamos otro espejo para que se de cuenta? Es que el tuyo está roto?
Vayáse...
Me voy. No es para mi.
Mejor, deja que el dolor otra vez pasará.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Escada
se eu fosse mais esperto, ou diria racional
não daria muita bola pros amores do passado
mas, como pouco sou, me recordo um a um, numa ode às avessas
deste me lembro nada, pois tempo já passou, era amor de infância, pouco tenho de lembrança, mas os olhos,
e que olhos, nunca me esqueço
e nas memorias me apoio, levitando, vou subindo pouco a pouco
lembro desse, mas que loucura, era artista da tv. Chegando da escola, com a cabeça ao travesseiro, eu ia
trançando nos detalhes nossa história
nesse ponto já alcançava o topo dos prédios, via lado a lado as antenas de tv
teve a tal da adolescência, cada ano era um drama; mas o nosso aquele ano foi drama dos bons
sua cara e seu nome ainda me lembro, suas fotos poucas tenho, os poemas, só um viu o nascer do sol,
sorrateiramente escondido joguei em sua mochila
mas coisa mais mal feita, foi a mãe que encontrou
dia apos dias
sorrateiramente escondido joguei em sua mochila
mas coisa mais mal feita, foi a mãe que encontrou
dia apos dias
livramos-nos de nós dois
mas que frio, meu corpo flutuante já alcançou os topos nevados, os vulcões que há em mim se afastam aos
meus olhos
e rarefeito foi o senso que tomou todo meu eu, naquele dia de novembro que o capeta apareceu era
amor de perdição
me dizia os poemas escritos na surdina, quando seus olhos seguiam meus passos
me dizia os poemas escritos na surdina, quando seus olhos seguiam meus passos
mas alguém pelo caminho se perdeu, sobrou pra quem amou
ao largo de onde existiu o amor se extinguiu
foi seguindo no silêncio, mas um dia se calou
foi seguindo no silêncio, mas um dia se calou
ao meu lado os balões, já avisto a escuridão. as estrelas lentamente vou alcançando com a mão
troposfera litosfera
e depois de tanto tempo veio esse
lembro com detalhe, também com tanta sacanagem. meia duzia de mensagens, três noites de
massagens, outras tanta de menage. era dois contra um, perdeu quem menos deu.
finalmente chego neste, ai, difícil recordar. nem o brilho das estrelas, quase ao meu alcance, me deixam
esquecer. já fiz poema, conto, novela e romance, mas esse a amor nunca se foi.
e nesse e vácuo vou juntando,
mas,
se eu fosse mais esperto, ou diria, racional; eu juntaria um a um, e nessa fila eu subiria, e num canto lá
na lua esconderia de mim mesmo
e do resto do mundo
o tanto que já amei
domingo, 8 de março de 2015
Me dizem o que com o silêncio...
Meu eu-lírico me diz que
ainda que tanto ruído cego ao meu redor
mesmo diante te tanta poeira molhada pertubando o meu sono
diz-me que o som do silêncio é que me fará saltar
na mais profunda paz da consciência produtiva
meu eu-on-line há tempo compreende essa inércia
e
ainda que
sofrendo
acostuma e se arranja de tal forma a compreender
agora,
já que mencionado consciência:
eis que a própria vê-se a pouco de tal choque
e acostumar-se com isso parece, missao
no minímo iniciaremos uma epopeia
distante nos vales de Cajamarca
distante nos Cerros Orientales
distante de mim mesmo
estarei ausente
so me basta saber se somente da internet
ps: certos padroes da norma culta nao sao alcancados por este teclado, uma pena, comigo e com a norma culta
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
Saudade Brasilis ...
Se há dias não escrevo
não que seja falta de inspiração
mas
sim
por medo
de não honrar tamanhas
muralhas serradas
[espalhado]
E se por serras e desfiladeiros
Me Gabo de alegria
nas vertentes
liricas
da fantasia
sem Gabo
me desfilo
Quevedos e Candelarias
Espadas e recortes
[jogado]
não me reconheço na língua
mas deleito-me nas serras infinitas del occidente
[confuso]
cadê meu céu
cadê meu sol
minhas estrelas
me sinto réu
minhas janelas
cadê cruzeiro
cadê estrelas
cadê razão
meu chão
meu São
cade você
ou eu
quem sou eu?
este eu distante
que só dá saudade
[nestes recortes de papel]
[de palavras]
[de sentimentos]
terça-feira, 6 de maio de 2014
Bom Tempo
Desta vez
[não
pedirei que venha comigo
este caminho sombrio
estes pedaços vazios de asfalto
me mostram o caminho
pintaram-se sozinhas
são farsas desesperadas
soltou-me a mão
agora vá
em vão
não me siga
sinta a brisa que vem
parece bobagem
[mas
na verdade
houve tempo
que o tempo bom era gastar o tempo ouvindo a esmo o seu não
agora haja tempo
de [solidão
vou-me sozinho
que tem tanto som
que esse tempo é um tempo eu
que bom é esse tempo meu
e bom é esse tempo bom
imagem: http://www.fotolog.com/da_pitchulinha/61015846/
imagem: http://www.fotolog.com/da_pitchulinha/61015846/
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Tristeza (in)
Se
Me entristeço
dessa
triste
tristeza
rude
que
tristemente
me entristece durante
as tristes noites
Se é frio
me soo gelado
Se quente
me ardo em espanto
É sim tanta pureza
essa tristeza
que abate
até
a própria tristeza que sinto
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Superāre et Succumbere
Com Haroldo e Eder
"Açuladas sirenes
cortam teu coração cotidiano."
Superar et Sucumbir
... 27!
As velas
fogo
a vela
o fogo
acesso
a vela
a vala
profunda
a cama
vazia
a alma
amada
esvazia
não
nau ao chão
não
inferno de dante
e para isso
PARAÍSO
Poseidon
vão do não
teu corpo no chão
o
meu
só um vão
é pra você
e parabéns
e para sempre
uma vela
a sua vela
e por ela
navegue
a vela
vela d'água
"Açuladas sirenes
cortam teu coração cotidiano."
Superar et Sucumbir
... 27!
As velas
fogo
a vela
o fogo
acesso
a vela
a vala
profunda
a cama
vazia
a alma
amada
esvazia
"as vigilantes colunas à onda
escarmentam: vedando mais um
passo - onde passar avante quer
dizer trans-
gredir a medida as si-
gilosas siglas do não"
não
nau ao chão
não
inferno de dante
e para isso
PARAÍSO
Poseidon
vão do não
teu corpo no chão
o
meu
só um vão
Te esperei
te esperei pra dançar
eu sentei e esperei
criei musgo e flori
beija-flores beijei
como onda do mar
você passou, eu sorri
é pra você
e parabéns
e para sempre
uma vela
a sua vela
e por ela
navegue
a vela
vela d'água
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
MENINOS EU VI
não vi o pai antropófago
mas vi as reluzentes cores
dos cantos da carta da casa (torre)
DESABARem tão
e ressurgir entre remendos tortos
a reforma
a obra do futuro INCERTO
não o vi na via mameli em rapallo
mas vi nos meus caminhos escuros
dos passeios de taciturnas reminiscências
as costas de quem julgou
não vi romam jakobson en la jolla
mas vi
e re-vi a felina língua obtusa
do que às costas falam
as faces se fazem
constroem sua amizade
não vi francis ponge em bar-surloup
mas vi
o prumo pender
a balança quebrar
o caráter corroer
a hipocrisia açoitar nos caminhos de clarice
a mentira rolar
o "babado" correr
e a verdade que a coragem
não foi capaz de perguntar
mas eu vi
e dos poucos que se salvaram a empreitada do mal
OBRIGADO
mas vi tudo isso
tudo isso e mais aquilo
e tenho agora direito a uma certa ciência
e a uma certa impaciência
por isso não me mandem ir com calma
não vi em 49, 59, 66, ou sequer em 64
mas do que vi em 13
em 14 não verei
imagem: http://olhares.uol.com.br/flavioruivo
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Bestiário Breve!
No profundo vazio da noite um ser…
Quando o dia se vai. Quando os raios do sol que iluminam a cidade se escondem. Ele sai de seu esconderijo. O ser solitário das noites sombrias toma conta da rua. E lenda e inverdade verídica sobre a fama deste cavalheiro obscuro se espalha pela cidade.
“Olha, o bem da verdade mesmo, é que eu nunca vi; e ainda acho que ninguém tenha visto o tal perambulando por ai. Vê eu nunca vi, mas eu já senti, vish! E como ein; eu penso que eu tenho essa coisa de sentir muito mais do que ver.”
Foi noticia por toda a cidade. Nas bancas de jornais as manchetes anunciavam: “Caça aos Maraorlantes”. As prefeituras das cidades se comprometiam a acabar com as infestações desses seres notoriamente desconhecidos, que perturbavam e assustavam os moradores das regiões de avistamento desses seres.
“Eu nunca vi não. O seu Milton ali da esquina, diz, vê quase que todo dia. Ele até disse que parece uma coisa assim meio macaco, só que preto, e mais desengonçado.”
“Ah! Já vi sim! Vejo muitos viu, todos os dias vamos fechar as lojas vejo as pestes sair das valas dos bueros, eles vai come e puft volta pros bueros. Eu vendo as coisas de noite assim, e lembrando que as minhas miopias não ajuda muito, vejo e digo que as pestes parece uns ratos, umas coisas velhas com rabos, orelhinhas pequenas, e eca! Pelos, pelos nojentos.”
“Menino, mas tá todo mundo falando do bicho agora ein! Deixa o bicho minha gente, que o bicho é da natureza, se é da natureza, é Deus, se é Deus o homem não pode sair matando assim não. Além disso o bichinho é uma graça. Eu vi uma vez só, um deles, que eu acho que era a mãe inclusive, estava bem ali na esquina perto do poste comendo. Ele é bem esquisito é verdade, parece um ornitorrinco. Não que eu tenha visto muitos ornitorrincos na minha vida; mas eu vi uma vez naquele canal descoveris Chanel, e eu posso dizer que é bem parecido”
Diante de tantos relatos discrepantes a cerca da identidade do tal animal, a prefeitura sugeriu que o nome do senhor bicho desconhecido fosse algo como: Maraorlante. Ou seja, uma grande mistura de hipóteses relacionadas à semelhança do tal animal.
Este é o Maraorlante, um ser solitário que todos viram, mas que ninguém sabe bem quem é ou de onde veio. Enquanto toma as manchetes dos jornais, e o imaginário popular, Maraorlante, este ser curiosamente sombrio vive no esgoto da cidade. E se esconde para não se tornar mais uma lenda por entre os becos da cidade.
Acasos foram mudando-o de seu habitat. E por mais acasos ainda eles pararam na grande cidade escura. Este notável espécime sabe muito bem, aliás, como nem outro sabe, a arte de se esconder. Logo foram parar no submundo da metrópole, passando a viver nos bueiros. Bueiros de córregos sujos. Onde escorre todo o resto da desumana porcaria humana. Onde termina toda a podridão que podre se disfarça, que sobra da civilização, que se esconde na dita superfície homo sapiens. E é do asfalto que vem o alimento desta exuberância bestial. Acostumado a mais nobre das dietas da floresta, alimentava-se ele de luz, da luz das estrelas, afinal ele um ser da noite, e ao contrário das suas companheiras do reino vegetal que se alimentam da luz do sol, ele se alimenta de luz, porém da luz das estrelas que emana a energia de seres a milênios mortos, e que transferem através de luz seus sinais de vida morta, sinais que atravessam o cosmo a magnifica velocidade inalcançável para enfim adentrar o sistema solar, alcançando o faminto Maraorlante; que lambe os beiços e incha a pança com os sabores do Cruzeiro do Sul, das Três Marias, e enfim das infindas constelações pedaços de carne-luz espalhadas pelo céu. Na cidade este faminto ser já não tinha mais sua fonte de alimento, seus olhos famintos procuraram por dias luz, procuraram por dias estrelas, luz escassa, alimento escasso; e ainda se assustaram ao ver a fartura do alimento que parecia vir de poucos metros de distância, era um banquete, era de encher os olhos, era falso, não era, na verdade, a luz que lhe enchia a boca d’água. Do pouco que lhe sobrava dos céus das tripas coração. Era momento de pouco fartura. Na angustiosa luta pela sobrevivência este faminto animal encontrou uma fonte menos escassa de alimentação. Ele tirou suas proteínas das sobras de luz, a sombra dos transeuntes que iam e vinham ora em pé, ora se equilibrando para se manter em pé.
E de tanto se alimentar, e de tanto se absorver Maraorlante se lançou sem fim a profunda realidade de ser esquecido, alimentado pelo que sobra da alma humana, ele passou a viver à sombra da sombra de uma superfície humana e perversa.
No profundo silêncio
do ser [a solitária
sozinho
ele
sobe para
sobras do vazio
da sombra do ser
humano [ sobra
se alimenta
as estrelas
estas já não
alimentam [de seres
mais
mas há
alimento [ de sombra
nas sobras vazias
dos transeuntes
sozinhos
Este Bestiário foi produzido como atividade prática, o objetivo era escrever uma prosa tendo como tema um bestiário, para a partir dela produzir um poema. A atividade foi para a "Oficina de Criação Poética - COMO CRIAR INUTENSÍLIOS SEM SE TORNAR UM INÚTIL" Por Edson Cruz, na Casa das Rosas.
Estas imagens fazem parte do Bestiário criado pelo italiano Francesco Sambo.
domingo, 18 de agosto de 2013
O PÓ: missão buscar
Ainda procuro
Abri os olhos
e o vento forte bateu
Em mim
e assim
o sabor da maresia tocou
Em mim
Meus olhos ardiam
A luz do sol tocou
E vi
Ao longe as ondas
a brancura da espuma da maré
Vi o balançar
Sem cessar
O vento intrigou meus fio de cabelo
O sabor do vento forte me balançou
Pisquei os olhos
Me abri em Vênus
Nu
Sobre a luz do pó das estrelas
Em mim
Vento de poeira côsmica
a luz das galáxias ardem nos olhos
olhei
pontos infinitos de som luzia
rochas em multipedaços cruzam o sem fim
pedaços rugosos se espatifam no rosto
minha atmosfera se desfaz
Pisquei os olhos
O fundo do mais profundo calor
Vulcões
Pedaços de lava tomam
e lavam o mar seco
rochas se formam sob meus pés
eu procuro o calor
o sabor do calor das profundezas
Pisquei o olhos
Sou larva
mais quente
estou
bola de fogo é
O hidrogênio da verdade queima
é o Sol
ser lua no sol
os olhos caçam encontram tempestades
solares ao ares o sol se desfaz
Pisquei os olhos
Lençóis brancos
janela aberta
se adormeço no sonho eterno
é a tranquilidade horizontal
cama
só cama
sou ama na cama
e tanta
vontade de encontrar
Foi só um pesadelo
uma hora, duas horas
amadurecer em
poucas
horas
Pisquei os olhos
Ainda há procura
imagem:
http://www.revide.com.br/blog/gustavo-junqueira/post/vastidao/
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